

A articulação partiu do núcleo de comunicação do PT e foi reforçada por lideranças como Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, e Humberto Costa (PT-PE), senador e presidente nacional da sigla. Mesmo assim, a campanha não chegou aos assuntos mais comentados do X (antigo Twitter), nem obteve adesão significativa por parte de outros membros do governo ou influenciadores ligados ao petismo.
O desempenho fraco da campanha expõe um problema que o governo Lula enfrenta de forma recorrente: a dificuldade de disputar narrativa em um ambiente digital polarizado, veloz e hostil. Diferentemente de figuras da direita, como Nikolas Ferreira ou mesmo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que mobilizam milhões com vídeos e postagens, a esquerda ainda depende totalmente de estruturas formais e da imprensa tradicional para reagir — muitas vezes, tarde demais.
A baixa adesão também evidencia um certo isolamento político e simbólico de Janja, mesmo dentro do campo progressista. Embora próxima do presidente e presente em agendas públicas relevantes, a primeira-dama ainda enfrenta resistência em setores mais tradicionais do partido e do próprio governo, que hesitam em vê-la como figura política autônoma.