

Governo quer acabar com “privilégios fiscais” que, na verdade, beneficiam as classes média e baixa
Lula, Fernando Haddad e Guilherme Boulos estão mentindo para você. Dizem que o Brasil gasta mais de 800 bilhões de reais por ano em “privilégios fiscais para super ricos e banqueiros”. O argumento tem sido repetido à exaustão, mesmo que não haja um documento oficial confirmando a cifra. Aliás, Lula já falou em 860 bilhões, enquanto Boulos chutou 840 bilhões.
Tudo mentira. Primeiro, o total de isenções fiscais previstas para 2025 é de 587 bilhões. Segundo, a maior parte desse valor é para pobres, doentes e para a classe média empreendedora. Sim, a maior renúncia fiscal, de quase 128 bilhões, vem do Simples Nacional, ou seja, micro e pequenas empresas.
Hoje, elas representam 99% de toda a força empresarial do país, empregam 80% da massa trabalhadora e geram cerca 30% do PIB. Não é o banqueiro bilionário, o financista, que lucra com agiotagem oficial, tomando dinheiro barato e te emprestando a taxas absurdas, que chegam a 400% no rotativo do cartão.
É o dono do armarinho da esquina, a dona do salão de beleza, o da loja de materiais elétricos. Gente simples, trabalhadora, que começou como empreendedor individual, depois conseguiu abrir uma lojinha, segue evoluindo, apesar de um governo que lhe toma 40% de sua renda e de um sistema bancário que lhe arrocha em dívidas.
Mesmo num cenário inóspito, esse empresário gera emprego, produz riqueza. Deveria ser protegido pelo governo, não atacado.
Claro, tem muito empresário grande que burla as regras para se enquadrar no Simples e pagar menos imposto. Mas cabe ao governo fiscalizar e separar o joio do trigo. Não o faz por preguiça e mau-caratismo. Prefere punir milhões de brasileiros honestos que realmente movem a economia do país.
Já o banqueiro, o empreiteiro bilionário, os amigos da Corte, saem ilesos. Protegem seu patrimônio e renda no exterior. Suspeito que até deixem a turma do Boulos invadir seus prédios para protestar. Sabe como é, uma imagem dessas no Jornal Nacional convence qualquer um de que o governo do PT, do PSOL e sua turma está a favor do pobre.
Na verdade, são todos super ricos e super canalhas! Pois a segunda maior renúncia fiscal que Lula, Haddad e Boulos querem acabar é sobre produtos da cesta básica! Cerca de 50 bilhões de reais em impostos que não são cobrados sobre alimentos, como arroz, feijão, farinha de mandioca, milho, leite, queijos, pães, ovos, frutas.
Por causa do 1% mais rico, o governo quer tirar da boca de 99% do resto da sociedade.
A terceira maior renúncia fiscal, que chega a 36 bilhões de reais, é sobre despesas com planos de saúde. Acabar com esse benefício, usado basicamente pela classe média que declara Imposto de Renda, vai jogar milhões de brasileiros no SUS, prejudicando o pobre que já morre na fila do hospital público. É insano!
Outros 28 bilhões de reais, daquilo que a esquerda chama de “privilégios” para banqueiros e super ricos, são na verdade isenções de IR para aposentados por moléstia grave ou acidente; ou seja, pessoas doentes. É perverso!
Se Haddad, Lula e Boulos tentam te convencer — financiando influenciadores digitais e grandes veículos de comunicação — de que há uma luta de classes, você precisa entender que eles, todos milionários burgueses, não estão do lado do proletariado.