

Reunião na casa de Ibaneis Rocha reuniu oito chefes de governo estaduais
Governadores reunidos em Brasília defenderam a aprovação da anistia e a desescalada da crise institucional que vive o país. Segundo eles, todos os Poderes precisam “ceder um pouquinho”. Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO) e Mauro Mendes (MT) atuaram como porta-vozes do grupo, que emitiu uma mensagem só.
“A gente não pode ter um Poder se sobrepondo ao outro. Os Poderes têm que contribuir para desescalar a crise. A gente tem que defender as funções típicas de cada poder, por exemplo o parlamento”, disse Tarcísio. “O caminho está quando cada um cede um pouquinho”.
Ele enfatizou que a a anistia é “desejo da maioria”.
Mauro Mendes também criticou a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que afirmou a líderes partidários não pautar impeachment de ministro do STF “nem com 81 assinaturas”. Para Mendes, essa posição desconsidera a autonomia do Legislativo.
“Nós iremos falar com todos os presidentes de partido para apoiar o Congresso Nacional para que ele possa cumprir o seu dever. O Congresso Nacional representa a democracia desse país. Ele é o mais legítimo dos nossos poderes porque ele tem o dever de pautar aquilo que for colocado pela maioria e decidir. Se vai ter anistia ou não, é o Congresso Nacional que vai decidir”, enfatizou Mendes.
Questionado sobre se os governadores chegaram a discutir uma posição unificada sobre anistia a Bolsonaro, Mauro disse que esse tópico ficou de fora do diálogo porque nenhum deles tem voto no Congresso Nacional. O foco, de acordo com ele, é que o Congresso cumpra o dever de colocar em votação o que é pedido da maioria.
Pré-candidato à Presidência, Caiado repetiu que é seu desejo pessoal assinar uma anistia. “Sempre deixei claro que e disse que, chegando à presidência da república, o primeiro ato que eu assino é a anistia ampla, geral e irrestrita”, disse.
TARIFAÇO
O goiano também aproveitou para criticar a falta de diálogo de Lula com Donald Trump, o que impede uma solução adequada. Segundo ele, o petista demonstra “insensatez” ao dizer que não vai se humilhar para ligar para o americano, e que ao presidente interessa escalar a crise com os EUA.
Além de Tarcísio, Ronaldo Caiado e Mendes, participaram do encontro os governadores Jorginho Mello (SC), Ratinho Junior (PR), Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG) e Wilson Lima (AM). O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), foi convidado, mas não compareceu.