

Os irmãos Batista, donos da JBS, participaram de eventos empresariais durante a visita de Lula à Indonésia, o que gerou críticas por seu histórico na Lava Jato e por serem considerados “criminosos confessos” por entidades como a Transparência Internacional.
A presença de Joesley e Wesley Batista em compromissos paralelos à comitiva presidencial na Indonésia reacendeu debates sobre impunidade e ética pública. Embora o encontro com Lula não tenha constado na agenda oficial, os irmãos participaram de um fórum empresarial em Jacarta, voltado à ampliação das exportações brasileiras, especialmente de carne. O setor de carnes é estratégico para o Brasil, e a Indonésia impõe restrições à importação do produto brasileiro — daí o interesse em envolver grandes nomes da indústria.
No entanto, a participação dos irmãos Batista causou forte reação. A Transparência Internacional – Brasil repudiou sua presença, classificando-os como “criminosos confessos” e questionando o exemplo que isso transmite sobre combate à corrupção. Os dois foram citados na Operação Lava Jato e chegaram a firmar acordo de delação premiada, admitindo práticas ilícitas envolvendo políticos e empresas.
O jantar de Estado promovido em Jacarta também contou com os irmãos Batista e outros grandes empresários do setor pecuário. A estratégia do governo é abrir mercados na Ásia, mas a escolha de interlocutores levanta dúvidas sobre os critérios éticos adotados.
Em resumo:
Joesley e Wesley Batista participaram de eventos empresariais na Indonésia durante a visita de Lula.
Eles foram delatores na Lava Jato e confessaram crimes financeiros.
A Transparência Internacional criticou duramente sua presença, apontando riscos à credibilidade do combate à corrupção
Tavinho Sá Leitao. Radio Midia Livre