(55)83 987259770

NO AR

Radio Midia Livre

radiomidialivre.com.br

Brasil

A posição do grupo Mídia Livre: Democracia não se herda. Conquista-se. E se renova todos os dias.

Publicada em 27/11/25 às 10:09h - 18 visualizações

por Tavinho Sá Leitao


Compartilhe
 

Link da Notícia:

 (Foto: Radio Midia Livre )

Democracia não se herda

A democracia brasileira, apesar de suas imperfeições, está assentada sobre um princípio claro e inegociável: o poder emana do povo e não pode ser tratado como herança familiar. Por isso, causa inquietação qualquer discurso que, ainda que revestido de linguagem democrática, condicione a escolha de um candidato à Presidência da República à sua pertença a um determinado núcleo familiar.

A recente defesa, por filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, de que o nome à disputa presidencial seja escolhido “democraticamente”, desde que seja um dos próprios filhos, expõe uma contradição evidente. A democracia não comporta cercas invisíveis nem critérios de sangue. Ela vive exatamente da pluralidade, da diversidade de ideias e da livre concorrência entre projetos políticos.

Ao longo da história, o Brasil já enfrentou diferentes tentativas de concentração de poder: oligárquicas, militares, econômicas e ideológicas. Em todas elas, o prejuízo maior recaiu sobre a sociedade, que viu o debate público empobrecido e as instituições ameaçadas. Quando uma candidatura nasce limitada por vínculos familiares, o processo deixa de representar o interesse coletivo e passa a atender a uma lógica de continuidade privada do poder.

Não se trata de negar a ninguém o direito de disputar eleições. Este é um direito constitucional. No entanto, é preciso distinguir direito individual de imposição simbólica ou política. Num regime verdadeiramente democrático, nenhum sobrenome deve ser apresentado como “naturalmente legítimo” ou “inevitável”. A legitimidade não vem de um nome, mas da vontade ampla, livre e soberana do eleitorado.

A posição do grupo Mídia Livre ao não concordar com essa ideia aponta justamente para essa linha de defesa institucional: a política não deve ser um projeto familiar. Não por rivalidade, mas por princípio.

O Brasil não precisa de herdeiros políticos. Precisa de propostas, de compromisso com a Constituição, de respeito às instituições e de líderes que compreendam que o cargo público é serviço — e não patrimônio.

Qualquer projeto que comece limitando a escolha já nasce distanciado da essência democrática. E toda democracia enfraquecida começa assim: não com grandes rupturas, mas com pequenas concessões ao autoritarismo disfarçadas de normalidade.





ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
0 / 500 caracteres


Insira os caracteres no campo abaixo:


 
Enquete
Enquete: Qual deveria ser o tempo de mandato de um ministro do STF?Enquete: Qual deveria ser o tempo de mandato de um ministro do STF?

 12 anos
 16 anos
 Até os 75 anos
 SERVIDOR DE CARREIRA







.

Bem vindo

(83)98725-9770

Copyright (c) 2026 - Radio Midia Livre - OBRIGADO POR VISITAR NOSSO SITE
Converse conosco pelo Whatsapp!