

A investigação, conduzida pelo Ministério Público Federal, aponta para a existência de uma estrutura sofisticada de manipulação financeira, envolvendo o uso de fundos de investimento, empresas de fachada e pessoas interpostas, os chamados “laranjas”.
Segundo o MPF, o Banco Master teria atuado como cotista único de diversos fundos que compraram notas comerciais e direitos creditórios sem lastro. Muitas dessas operações estariam ligadas a empresas controladas pelos próprios sócios do banco ou seus familiares.
Um dos casos citados envolve uma empresa que emitiu R$ 360 milhões em títulos, embora não apresentasse capacidade operacional compatível. Outro exemplo mencionado na decisão aponta que uma dirigente formal de empresa beneficiada no esquema recebia auxílio emergencial durante a pandemia.