

Chama cada vez mais a atenção a insistência da velha imprensa — especialmente a de alcance nacional — em ressuscitar o Caso Epstein com manchetes cada vez mais espetaculares. Não é informação. É distração calculada.
O volume, a frequência e, sobretudo, o enquadramento das
reportagens levantam uma pergunta inevitável: por que esse assunto voltou com
tanta força justamente agora?
A resposta parece menos jornalística e mais estratégica.
O Grupo Globo, em especial, repete uma fórmula conhecida: vincular o escândalo americano a figuras politicamente sensíveis. Primeiro Donald Trump e pessoas de seu entorno. Agora, numa escalada ainda mais forçada, até o ex-presidente Jair Bolsonaro — que chegou a ganhar foto de capa, sem qualquer relação direta comprovada com o caso.
Coincidência? Difícil acreditar.
Quando fatos antigos são reciclados com nova embalagem e personagens aleatórios, o objetivo não é esclarecer — é construir narrativa, induzir associação e deslocar o debate público para longe do que realmente importa no presente.
Não é jornalismo investigativo.
É engenharia de distração.
E, mais uma vez, tratam o público como se não percebesse.
Midia Livre