

Em menos de 48 horas, aprovou reajustes, criou gratificações
de até 100% e transformou o teto constitucional em peça decorativa.
Enquanto o brasileiro conta moedas no supermercado, o Legislativo cria
“penduricalhos” para garantir supersalários pagos pelo contribuinte.
Não é coincidência. É método.
A elite política legisla para si, blindada, rápida e sem vergonha.
O reajuste aprovado pelo Congresso Nacional para servidores
do Legislativo afronta diretamente os princípios da moralidade
administrativa e da impessoalidade, previstos no artigo 37 da
Constituição Federal.
Ao criar gratificações que podem alcançar até 100% da remuneração-base, o
Parlamento contorna deliberadamente o teto constitucional de R$ 46 mil,
esvaziando sua finalidade jurídica e ética.
Não se trata de valorização funcional, mas de engenharia remuneratória
para legitimar supersalários por meio de penduricalhos.
O teto existe para limitar abusos — não para ser burlado por quem deveria zelar
pela Constituição.
Legal? Pode até ser forçado.
Legítimo? Definitivamente não.
Teto para o povo.
Criatividade para o Congresso.
MÍDIA LIVRE