Ministros do Supremo Tribunal Federal receberam com espanto a informação de que a Polícia Federal encontrou menções ao nome do ministro Dias Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, apreendido em 2025.
O material não foi tratado como algo trivial. Foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Agora, a decisão está nas mãos de Fachin: cabe a ele analisar se há elementos que justifiquem a suspeição de Toffoli no caso Master — processo no qual o próprio ministro é relator.
O clima é de tensão nos bastidores da Corte.
Quando surgem menções a um ministro em investigação que ele mesmo conduz, a pergunta é inevitável: pode continuar no caso?
Transparência e credibilidade estão em jogo.
O Brasil assiste.
Tavinho Sá Leitão
MÍDIA LIVRE