

Há alguns meses eu cantei a bola aqui: quando a esmola é grande, até o cego desconfia.
Na época da arrumação para a presidência da Câmara dos Deputados, quando o deputado Hugo Motta foi eleito praticamente sem resistência — sem concorrência forte, sem gritaria e sem aquela histeria típica de quem sempre procura um palco para se promover — eu fiz uma observação.
Naquele momento eu disse que duas coisas poderiam acontecer.
Ou Hugo Motta marcaria seu nome na história política da Paraíba, ou acabaria sendo devorado pelos mesmos grupos que o colocaram nessa cadeira.
Não estou aqui querendo posar de profeta — até brinco com isso — mas confesso que, olhando o andar da carruagem, o cenário que começa a se desenhar não parece dos mais agradáveis para o ilustre deputado.
Tomara que eu esteja enganado.
Mas, diante do quadro político que vai se formando, as coisas não parecem caminhar para um futuro muito tranquilo.
Tavinho Sá Leitão
Mídia Livre