

O que esconderam do Brasil?
Há dez anos, no auge da Operação Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol acendeu um alerta à Procuradoria-Geral da República: possíveis ligações do ministro do STF Dias Toffoli com o Resort Tayayá.
E depois? Silêncio.
Nenhuma resposta clara. Nenhuma explicação convincente. Nenhuma conclusão que fosse entregue à sociedade. O caso simplesmente evaporou — como tantos outros quando encostam nos poderosos certos.
No Brasil, a justiça parece ter dois pesos e duas medidas. A Lava Jato foi implacável com uns, mas estranhamente cautelosa com outros. Quando o alvo sobe demais na hierarquia, o ímpeto investigativo diminui?
O cidadão comum assiste a esse roteiro repetido: denúncias surgem, nomes aparecem, e… nada acontece. Não se investiga até o fim, não se esclarece, não se presta contas.
O resultado é previsível: descrédito.
Não se está aqui afirmando culpa. Mas também não se pode aceitar o esquecimento como resposta. Quando uma suspeita envolve um ministro da mais alta Corte do país, o mínimo que se exige é transparência total.
Se havia algo, por que não foi até o fim?
Se não havia nada, por que nunca explicaram direito?
O Brasil não precisa de versões.
Precisa de respostas.
Tavinho Sá Leitão
Midia Livre