

A diferença de alcance entre conteúdos recentes nas redes sociais acendeu um alerta claro sobre a comunicação do governo federal.
De um lado, um vídeo da primeira-dama Janja com cerca de 875 mil visualizações. Do outro, uma resposta do deputado Nikolas Ferreira ultrapassando 21 milhões.
Não se trata apenas de uma discrepância numérica, mas de um sintoma de algo mais profundo: a dificuldade do governo em competir no ambiente digital.
A comunicação institucional parece não acompanhar a dinâmica das redes, que exige linguagem direta, timing preciso e forte conexão com o público. Enquanto isso, opositores demonstram maior capacidade de engajamento e domínio da narrativa.
O resultado é uma assimetria preocupante: mesmo com toda a estrutura oficial, o governo perde espaço justamente onde a opinião pública se forma com mais velocidade.
Se não houver ajuste estratégico, o problema tende a se agravar — e seus efeitos podem ultrapassar o ambiente digital, alcançando diretamente o cenário político.
Tavinho Sa Leitao
Midia Livre