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STF EM CAMPO: O ROTEIRO DE 2022 REPRISE? Tavinho Sá Leitão | Mídia Livre

Publicada em 25/04/26 às 20:32h - 28 visualizações

por Radio Midia Livre


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 (Foto: Radio Midia Livre )


A semana terminou sem surpresas — e isso, por si só, já diz muito. Há anos, a pauta parece imutável: o desgaste do Supremo Tribunal Federal. Desta vez, o capítulo ganhou novos contornos com as entrevistas de Gilmar Mendes e o embate direto com o ex-governador de Minas, Romeu Zema. No placar da opinião pública, muitos já cravam: 7 a 0 para Zema.

Mas o movimento não para por aí. Logo ao lado do STF, o TSE começa a se reposicionar — e antes mesmo do processo eleitoral começar oficialmente. Sinais já são emitidos à sociedade: decisões controversas podem voltar a interferir no jogo político. O alvo, ao que tudo indica, permanece o mesmo — a direita, especialmente nomes ligados ao entorno de Jair Bolsonaro.

Quatro anos após 2022, os togados voltam ao centro do palco. Ou melhor: nunca saíram dele.

Na última semana, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de inquérito contra o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro, por suposta calúnia contra Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão gerou reação imediata. Em nota, a associação de juristas Lexum apontou falhas relevantes, destacando a ausência de análise sobre a imunidade parlamentar — garantida pelo artigo 53 da Constituição — e levantando questionamentos sobre a imparcialidade do processo.

O alerta é claro: a judicialização da política em período pré-eleitoral pode gerar um “efeito de silenciamento”, impondo custos jurídicos e desgaste público a quem ousa criticar.

Os episódios recentes têm um elo evidente — atingem diretamente adversários do que críticos já chamam de eixo Lula-STF. Flávio Bolsonaro aparece bem posicionado em pesquisas. Zema, por sua vez, se consolida como um dos principais nomes do campo conservador.

A tentativa de reencenar 2022 está no ar. Mas o cenário mudou.

Hoje, ministros antes blindados enfrentam um desgaste crescente. Casos como o escândalo envolvendo o Banco Master ampliam a desconfiança e colocam o Judiciário sob escrutínio popular como nunca antes.

Se o roteiro será o mesmo, ainda é cedo para cravar. Mas uma coisa é certa: o público já não assiste passivamente.




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