

PT aciona STF contra personagem de IA enquanto campanha já corre nas ruas
A iniciativa do Partido dos Trabalhadores de recorrer ao STF para suspender perfis ligados à personagem “Dona Maria”, criada por inteligência artificial, levanta mais do que um debate jurídico — escancara uma contradição política.
De um lado, o partido demonstra preocupação com conteúdos digitais e seus possíveis impactos. De outro, cresce a percepção de que a própria base governista já se movimenta em ritmo de campanha antecipada.
Figuras centrais como Luiz Inácio Lula da Silva e Guilherme Boulos aparecem com frequência em agendas, discursos e articulações que, para muitos, ultrapassam a linha entre governo e campanha.
A pergunta que fica é inevitável: há dois pesos e duas medidas?
Enquanto se tenta conter vozes — ainda que artificiais — nas redes, o cenário político já parece em plena ebulição eleitoral. Pode até haver silêncio institucional por parte do TSE, mas nas ruas e nas redes a movimentação é visível.
E o eleitor? Esse, ao contrário de qualquer tribunal, não precisa de provocação formal para formar sua própria convicção.