

Chamar alguém de “traidor da pátria” ou defender punições violentas como “enforcamento” entra num campo de retórica política muito pesada e polarizada. É importante separar três coisas diferentes:
No Brasil, “traição à pátria” não é um termo usado de forma genérica na lei para qualquer atitude política controversa. Juridicamente, envolveria atos graves contra a soberania nacional, colaboração com inimigos em guerra, espionagem, tentativa de submeter o país a potência estrangeira etc.
Se um presidente ou líder político comenta relações diplomáticas com a China, isso por si só não configura traição. O Brasil mantém relações oficiais, comerciais e diplomáticas com a China há décadas, independentemente do governo.
Já a ideia de uma potência estrangeira “interferir no Brasil” depende muito do que foi realmente dito:
Também é comum nas redes sociais frases serem cortadas, resumidas ou apresentadas sem contexto para aumentar impacto político.
Sobre “enforcar traidores”, mesmo como figura de linguagem, esse tipo de discurso tende a aumentar radicalização e conflito político. Em democracia, acusações de traição devem ser tratadas dentro da lei e das instituições, não por violência.