

Enquanto a direita segue apenas reagindo às provocações de Lula, o presidente parece já estar em plena campanha eleitoral fora de época. Todos os dias, Lula faz discursos agressivos e irresponsáveis contra o senador Flávio Bolsonaro, enquanto Flávio apenas responde aos ataques.
Ao mesmo tempo, muitas falas do próprio Lula acabam expondo desconhecimento histórico e contradições. Um exemplo foi quando afirmou que Joaquim Silvério dos Reis teria sido enforcado, sendo que ele morreu naturalmente anos depois. Outro ponto polêmico foi a aproximação com a China para discutir regulação digital, algo que muitos brasileiros enxergam como interferência externa em assuntos internos do Brasil.
Já Flávio Bolsonaro, ao contrário do que dizem seus adversários, não pediu sanções contra o Brasil. Seus aliados argumentam que o debate internacional sobre tarifas e relações comerciais foi distorcido politicamente.
Mas a pergunta continua: o que realmente pode ser considerado traição à pátria? Buscar apoio de uma potência estrangeira para influenciar debates internos brasileiros ou defender interesses políticos dentro do jogo democrático?
Quando setembro chegar, veremos outro teste de imparcialidade. O STF proibiu Jair Bolsonaro de participar como presidente da parada militar. A dúvida agora é: aplicará o mesmo critério a Lula?
E é importante lembrar: fraude não significa apenas manipulação de urnas. Para muitos brasileiros, também existe fraude quando há desequilíbrio institucional, campanha antecipada, uso político da máquina pública e tratamento desigual entre adversários.
O Brasil vive um momento delicado — e setembro pode mostrar muito mais do que discursos e narrativas.
Tavinho Sá Leitão – Mídia Livre