

Enquanto o brasileiro enfrenta impostos elevados, juros pesados e um custo de vida sufocante, um coordenador do presidente Lula chama a crise fiscal de “fake news”.
A declaração revela uma preocupante desconexão com a realidade. A situação das contas públicas não desaparece por decreto, discurso ou jogo de palavras. Quando as despesas crescem sem sustentação e a dívida preocupa, negar o problema apenas adia as medidas necessárias e aumenta a conta que será cobrada da população.
Responsabilidade fiscal não é uma bandeira de direita ou de esquerda. É condição básica para controlar a inflação, reduzir os juros, estimular investimentos e proteger os mais pobres, que são sempre os primeiros a sofrer com a desorganização econômica.
O governo pode tentar desacreditar os alertas, mas os números não obedecem à propaganda. Se há exagero nas críticas, apresente dados, metas e resultados. Chamar tudo de “fake news” é fugir do debate.
O Brasil precisa de um governo com os pés no chão. Porque, enquanto o Planalto permanece no mundo da Lua, a população continua pagando a conta aqui na Terra.
Tavinho Sá Leitão — Mídia Livre