

André Mendonça confirmou que recebeu Daniel Vorcaro uma única vez, em março de 2025, e afirmou que se limitou a ouvir o empresário.
O encontro ocorreu antes de Mendonça assumir a relatoria do caso Banco Master. Além disso, segundo a versão apresentada por seu gabinete, o ministro preservou os memoriais recebidos e, quando se manifestou no processo discutido, adotou posição contrária ao interesse defendido por Vorcaro.
Receber um advogado ou uma parte interessada para ouvir seus argumentos não prova favorecimento. Para acusar alguém, é necessário demonstrar qual benefício foi concedido, qual decisão foi negociada ou qual dever funcional foi violado.
Até agora, os fatos divulgados não demonstram que André Mendonça tenha beneficiado Vorcaro. Transparência e investigação devem valer para todos, mas não se pode transformar uma audiência em condenação antecipada apenas para atingir um ministro que vem enfrentando interesses poderosos.
André Mendonça merece ser julgado pelos atos que praticou — e não pelas suspeitas que adversários tentam construir.
Tavinho Sá Leitão — Mídia Livre