

A divulgação do contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes aumenta ainda mais a pressão por transparência em torno do caso.
O documento, agora tornado público no Supremo Tribunal Federal, poderá ajudar a esclarecer o conteúdo do acordo, os valores envolvidos, os serviços contratados e as circunstâncias dessa relação profissional.
Não se trata de condenar antecipadamente ninguém. Entretanto, quando um negócio envolve o escritório ligado à família de um ministro da mais alta Corte do país e uma instituição financeira investigada, a sociedade tem o direito de conhecer todos os detalhes.
O sigilo, nesse caso, alimentava dúvidas e suspeitas. A publicidade do contrato é somente o primeiro passo. Agora, as autoridades precisam explicar se os serviços previstos foram efetivamente prestados, quais pagamentos ocorreram e se existiu algum conflito de interesses.
O Brasil não pode aceitar dois pesos e duas medidas. Se a transparência é exigida de políticos, empresários e cidadãos comuns, também precisa alcançar ministros do Supremo e seus familiares.
O documento veio a público. Que venham agora as explicações.
Tavinho Sá Leitão — Mídia Livre