

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a campanha de Lula apresentou uma petição sobre risco de interferência estrangeira nas eleições em um processo sob relatoria de Flávio Dino, no STF. Aliados de Flávio Bolsonaro temem que essa iniciativa seja usada para questionar uma possível vitória do candidato. Esse receio é uma avaliação da campanha adversária, não uma intenção comprovada do PT.
A notícia provoca uma pergunta: estão defendendo a soberania brasileira ou preparando uma justificativa para uma eventual derrota?
Interferência estrangeira é assunto sério e exige provas concretas. A mesma exigência vale para qualquer acusação de tentativa de golpe. A petição, por si só, não comprova que Lula pretende romper a ordem democrática.
Minha cobrança é direta: o resultado das urnas deve ser respeitado por todos. Eventuais irregularidades precisam ser demonstradas e examinadas com transparência, sem transformar suspeitas em instrumento para deslegitimar a escolha do eleitor.
Democracia exige disposição para vencer — e compromisso para aceitar a derrota.