

O eleitor merece respeito. Campanha eleitoral deveria ser uma disputa de propostas, resultados e compromissos. Quando dá lugar à exploração do medo, à desqualificação dos adversários e à tentativa de transformar críticas em ameaças à democracia, quem perde é o cidadão.
Minha crítica ao PT parte de uma cobrança simples: nenhum partido pode se apresentar como proprietário da democracia. O direito de governar depende do voto, e o exercício do poder exige fiscalização. Questionar o governo faz parte desse processo.
Se uma acusação é verdadeira, que seja sustentada por provas. Se uma informação é falsa, que seja contestada com fatos. A mesma régua deve valer para aliados e adversários. Não podemos aceitar que a conveniência partidária determine quem merece explicações e quem recebe proteção.
O jogo sujo começa quando vencer passa a justificar qualquer expediente. Quando o debate sobre os problemas do país é substituído por rótulos. Quando o eleitor é tratado como alguém que precisa ser assustado, em vez de convencido.
Ao PT cabe responder pelas próprias escolhas, apresentar propostas e aceitar o contraditório. Aos adversários cabe a mesma obrigação. Democracia exige liberdade para criticar e responsabilidade para acusar.