

Nenhuma instituição está acima de críticas. Nem o Supremo Tribunal Federal, nem as Forças Armadas. Autoridade pública exige responsabilidade, transparência e respeito à Constituição.
Quando pergunto se os militares vão “botar a mão no fogo” pelo STF, uso uma expressão popular para discutir confiança e responsabilidade institucional. Minha opinião é que nenhuma instituição deve oferecer apoio incondicional aos atos de outra.
Uma decisão judicial deve se sustentar em seus fundamentos jurídicos. Cabe ao tribunal explicar suas razões e responder às críticas pelos caminhos institucionais. O prestígio das Forças Armadas não substitui essa obrigação.
Da mesma forma, militares não devem servir de instrumento de partidos, governos ou disputas pessoais. Seu compromisso deve ser com suas atribuições constitucionais. Essa cobrança não é um convite à intervenção militar: é uma defesa da responsabilidade de cada instituição.
Discordar de uma decisão permite questioná-la, debatê-la e recorrer pelos meios legais. A democracia precisa desse espaço de contestação, acompanhado de respeito aos direitos e às regras.
Não afirmo aqui que exista uma posição oficial dos comandos militares sobre o STF. Defendo um princípio: confiança institucional não pode significar um cheque em branco.